Thursday, February 18, 2010

(...)
We’re just holding on to nothing
To see how long nothing lasts
(...)

Beck, "Paper Tiger"

Tuesday, July 07, 2009

«(...)
Todas las penas, en un momento dado, resbalan y caen en la palabra NO, y luego siguen su camino.
Del mismo modo, todos los placeres resbalan en la palabra SÍ antes de continuar.

A ti te digo SÍ; a la vida que tenemos que vivir le digo NO.
(...)
A lo que tú y yo somos le digo SÍ, SÍ, SÍ.
A lo que nos ha tocado vivir le digo NO, NO, NO.»


John Berger in «He visto caballos»

Tuesday, March 31, 2009

"A princesa que não quis ser salva."

Friday, January 02, 2009

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você

É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...


Ana Carolina

Monday, December 08, 2008

Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel
Uma mulher, uma beleza que me aconteceu
Esfregando a pele de ouro marrom
Do seu corpo contra o meu
Me falou que o mal é bom e o bem cruel

Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu
Ela me conta sem certeza tudo o que viveu
Que gostava de política em mil novecentos e sessenta e seis
E hoje dança no Frenetic Dancin' Days

Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair
Com alguns homens foi feliz com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor

Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar
Porque ela vai ser o que quis inventando um lugar
Onde a gente e a natureza feliz, vivam sempre em comunhão
E a tigresa possa mais do que o leão

As garras da felina me marcaram o coração
Mas as besteiras de menina que ela disse não
E eu corri pra o violão num lamento
E a manhã nasceu azul
Como é bom poder tocar um instrumento

Caetano Veloso

Sunday, November 30, 2008

Deixar a vida viver...
Dear Prudence, won't you come out to play?

Friday, November 21, 2008

"Não há nada fora de nós que não exista dentro."

Goethe

Tuesday, November 18, 2008

"Esconder é só mostrar o infinito"

Manuel Cintra

Friday, November 14, 2008

De onde é que vem a água? Subi lá cima…sensação de poder. Poder e medo.
O poder faz sentir medo?
Sim.
Porquê?
Porque não estamos habituados a poder.
Então?
Estamos habituados a obedecer.
Foi sempre assim?
Sim.
E se fossem os outros a poder, já tinhas menos medo?
Sim.
E eras mais feliz?
Não.
Tens a certeza?
Sim, acho que sim.

Sofreguidão desmesurada. Catadupas de sede que surgem não se sabe vindas de onde.
Se fosses juntando e poupando os bocadinhos sentias durante mais tempo.
Mas sentia menos.
Não, sentias sempre com uma intensidade semelhante, nem muito mais nem muito menos.
Então não havia grande diferença entre sentir e não sentir.
Havia e chegavas a um equilíbrio.
Não consigo.
Já tentaste?
Sim, acho que sim. Mas não dá. Não me serve.
Porquê?
Porque há alturas em que tenho que sentir muito, para compensar aquelas em que não senti nada.
Lá está, mas se chegasses a um equilíbrio, já não ficavas sem sentir nada.
Sim, mas também não sentia muito, e o sentir muito faz-me falta. Faz-me mesmo falta.
Porque não tens o equilíbrio de que estou a falar.
Talvez. E depois? Achas que as pessoas que têm são mais felizes?
Tu é que achas isso…
Pois, talvez…Mas também sei que a mim isso não me serve, nunca me servirá…
Sim. Gostas de sofrer…?
Já não, mas fica sempre qualquer coisa.
Pois é.
Mas gosto de sentir. Não é sofrer.
Eu sei. Mas não te importas de sofrer se isso te fizer sentir mais viva.
Sim, tenho que sentir para me sentir viva.
Mas porquê tanta urgência, tanta sofreguidão? Não te sentes viva?
Agora, sim. Mas senti-me muito tempo dormente.
Dormente?
Sim, dormente. Pernas dormentes, peito dormente, sexo dormente, cara, mãos…tudo dormente.
Principalmente o peito? Sim, principalmente o peito, mas depois vai-se espalhando.
Eu sei como é.
Pois.

Tens sede?
Sim.
E não vais beber água?
Não.
Porquê?
Porque não posso.
Não podes porquê?
Porque bebi água a mais e agora mesmo que tenha sede, não consigo beber.
Como os camelos?
Sim, como os camelos.
E como o teu sentir.
Pois.
E sentes-te dormente?
Não, sinto-me viva.
Ah sim, pois…Já me esquecia…
Sinto-me a viver num dos pólos do sentir.
O mau ou o bom?
Não há mau e bom.
Sim, mas pelo que disseste há dois pólos, certo?
Não sei, estou farta desta conversa.
Ok.

Monday, November 10, 2008